A IVG...
A todos os que pretendem votar não no referendo:
Eu também acho que é ótimo discutir quando a vida começa (na minha opinião não começa, continua), também acho que é ótimo dizer que deve haver mais e melhor educação sexual nas escolas, também acho ótimo, por interessante, discutir religião.
Mas o que vos escapa é que, se vocês são contra a IVG por razões cientificas, médicas, religiosas, morais, económicas, sociais ou por outras razões quaisquer, então não o façam. Não queiram é impor as vossas opções, que são válidas, aos outros. É assim tão difícil perceber isso?
Eu dou um exemplo: o fumo. Toda a gente sabe que o fumo provoca muitos problemas de saúde e, pior que isso, não afeta só quem fuma, também afeta, até mais, quem esteja perto deles e esteja em contacto com o fumo (na verdade nem precisa inspirá-lo). Todos os anos morrem *milhares* de pessoas de causas diretamente relacionadas com o tabaco. E no entanto fumar não é crime. Porquê? Porque apesar de todos os problemas associados o estado reconhece a cada um a liberdade de decidir se o quer fazer ou não.
As vossas razões podem ser as melhores, as vossas intenções podem ser as mais puras mas, apesar disso, não as queiram impor aos outros. A isso chama-se liberdade, é um conceito assim tão difícil de entender?
Finalmente, é uma decisão que eu *nunca* vou ter que tomar, é uma situação em que eu *nunca* vou estar. Por isso, a *única* coisa que posso fazer é dar a liberdade de escolha a quem vai ter que decidir, a quem vai poder passar por essa situação. Eu também acho que há *muitas* opções melhores que a IVG mas não sou eu que tenho que decidir qual delas é a melhor, quem tem que decidir é quem está a passar pela situação. E tratar a mulher que se decide pela IVG como uma criminosa não é, na minha modesta opinião, solução para nada.
(post ligeiramente adaptado duma discussão no Orkut)
A todos os que pretendem votar não no referendo:
Eu também acho que é ótimo discutir quando a vida começa (na minha opinião não começa, continua), também acho que é ótimo dizer que deve haver mais e melhor educação sexual nas escolas, também acho ótimo, por interessante, discutir religião.
Mas o que vos escapa é que, se vocês são contra a IVG por razões cientificas, médicas, religiosas, morais, económicas, sociais ou por outras razões quaisquer, então não o façam. Não queiram é impor as vossas opções, que são válidas, aos outros. É assim tão difícil perceber isso?
Eu dou um exemplo: o fumo. Toda a gente sabe que o fumo provoca muitos problemas de saúde e, pior que isso, não afeta só quem fuma, também afeta, até mais, quem esteja perto deles e esteja em contacto com o fumo (na verdade nem precisa inspirá-lo). Todos os anos morrem *milhares* de pessoas de causas diretamente relacionadas com o tabaco. E no entanto fumar não é crime. Porquê? Porque apesar de todos os problemas associados o estado reconhece a cada um a liberdade de decidir se o quer fazer ou não.
As vossas razões podem ser as melhores, as vossas intenções podem ser as mais puras mas, apesar disso, não as queiram impor aos outros. A isso chama-se liberdade, é um conceito assim tão difícil de entender?
Finalmente, é uma decisão que eu *nunca* vou ter que tomar, é uma situação em que eu *nunca* vou estar. Por isso, a *única* coisa que posso fazer é dar a liberdade de escolha a quem vai ter que decidir, a quem vai poder passar por essa situação. Eu também acho que há *muitas* opções melhores que a IVG mas não sou eu que tenho que decidir qual delas é a melhor, quem tem que decidir é quem está a passar pela situação. E tratar a mulher que se decide pela IVG como uma criminosa não é, na minha modesta opinião, solução para nada.
(post ligeiramente adaptado duma discussão no Orkut)