terça-feira, 30 de setembro de 2008

O acordo ortográfico

Anda gente por aí que não parece ter nada mais útil para fazer do que criticar o Acordo Ortográfico. Dizem eles que o novo Acordo Ortográfico no final das contas não mexe na sintaxe, nem na semântica e nem no vocabulário que realmente são ligeiramente diferentes entre os vários países signatários (mas sobretudo Portugal e Brasil).

Não percebem os inteligentes que incrivelmente a

ortografia
do Lat. ortographia < Gr. orthographía
s. f.,
forma correcta de escrever as palavras;
parte da gramática que ensina a escrever correctamente as palavras de uma língua;

não trata da

sintaxe
do Lat. syntaxe < Gr. sýntaxis, arranjo, disposição
s. f.,
parte da estrutura gramatical de uma língua que contém as regras relativas à combinação das palavras em unidades maiores (como as orações), e as relações existentes entre as palavras dentro dessas unidades;
parte da gramática que estuda estas relações.

nem da

semântica
do Gr. semantiké, da significação
s. f.,
Ling.,
estudo da linguagem humana do ponto de vista do significado das palavras e dos enunciados;
semasiologia;
sematologia;
na linguística moderna é a disciplina que estuda as palavras e os enunciados como sendo objectos abstractos com um conjunto de propriedades e entre os quais se estabelecem relações que se definem nos termos predicação, tempo, aspecto, modalidade, valores de verdade, etc.

nem do

vocabulário
s. m.,
lista dos vocábulos de uma língua, em geral desacompanhados da respectiva definição ou com uma explicação muito sucinta;
léxico;
dicionário;
terminologia em uso para dada ciência, arte, indústria, etc.

e por isso, o Acordo Ortográfico também não.

Incrível e surpreendente, eu sei.

Curioso seria, aliás, se tratasse.

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